sexta-feira, 1 de julho de 2011

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A cidade mudou... e eu não sabia o quanto...



Nasci em uma pequena cidade, chamada São Sepé, que fica na região central do nosso estado...
De uma forma inesperada tive que visitar minha cidade em setembro desse ano, nessa viagem levei comigo meu namorado, que até então não “a” conhecia.
Estava envolvida em sentimentos para a tal “volta”, um pouco por ser por um motivo inesperado, não seria “a passeio”, para visitar os que lá ficaram...
Um tanto nostálgica na expectativa de encontrar as ruas, a Praça da Igreja Matriz depois de pelo menos 6 anos sem retornar.
Quando vi a Praça repleta de faixas e os prédios desbotados pelo tempo me entristeci... e ao mesmo tempo me perguntava qual a imagem que meu namorado construiria a respeito da tão falada São Sepé... Andamos pelas ruas do centro, tínhamos pouco tempo, mas certamente foi tempo suficiente para me desapontar.
De uma maneira bem egoísta, prefiro a São Sepé da minha memória... com cheiro e gosto de infância... com saudade do primeiro amor, do primeiro beijos... das ruas permitidas e das quais eu não podia circular... a saudade dos avós que já se foram...
O supermercado não está mais no mesmo lugar... o prédio foi transformado em um Pólo de Educação...
Parte de uma escola tradicional está sendo transformada em uma loja popular...
Uma rua que antes era utilizada pelos alunos de uma escola hoje está aberta aos carros...
A casa onde eu morei hoje se parece mais com uma tapera, passa longe das minhas memórias, da época que vivi ali...
Será que sou eu quem não consegue absorver o “progresso”? Ou aquelas ruas estão mesmo acinzentadas?
Será que todas essas impressões foram causadas pelo dia chuvoso, nublado... Parecia que a cidade estava de luto...
Nas ruas olhares desconfiados, estou acreditando que meu sotaque mudou mesmo... Não consigo mais me ver como alguém que pertence aquele lugar!
O pior sentimento foi de perceber que aquele lugar pequeno e cheio de magia por mim descrito ao meu namorado não estava lá para que ele pudesse conhecer...
A cidade cresceu... a cidade mudou, e tanto tempo sem voltar lá me fez perceber que não absorvi aos poucos essa mudança... foi de “supetão”, “de vereda”, como dizia meu compadre...

Mauriane Pacheco
24/09/2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

À BEIRA DO RIO URUGUAI



Fabiana Raquel Martins


LEMBRANÇAS DA MINHA TERRA
SAUDADES...
MUITAS SAUDADES DA MINHA TERRA
DE PESSOAS ACOLHEDEROS E FESTEIRAS
GENTE SIMPLES E DE ALMA CARIDOSA.
A INFÂNCIA NÃO FOI FÁCIL
AS BATALHAS ERAM DIÁRIAS
MAS A ALEGRIA PERMANECIA
NO CORAÇÃO DA MENINA INOCENTE.
AS TARDES ERAM ALEGRES
À BEIRA DO RIO URUGUAI
DE ÁGUAS CALMAS E TAMBÉM TURBULOSAS
DE UM AZUL ÚNICO.
À SUA MARGEM
BRINCADEIRAS INOCENTES
UM SOL RADIANTE COBRINDO O CÉU
BANHO NO RIO, QUE SAÚDADES...
A CRIANÇA CRESCEU,
MUDANÇA PARA UMA NOVA CIDADE,
O GRANDE RIO URUGUAI LÁ CONTINUA
SERVINDO DE BERÇO PARA OUTRAS INFÂNCIAS.
AUTORA: FABIANA R MARTINS
SETEMBRO 2010