quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Museu do Trem de São Leopoldo


Daiane S. Silveira.

Com este projeto pode-se perceber a relação que o povo leopoldense tem com este lugar, suas características, sua história...
O Museu do Trem está situado na Rua Lindolfo Collor, 61, no centro de São Leopoldo. Sua inauguração foi em 26 de novembro de 1976, portanto já faz parte da história do povo desta cidade.
Mesmo com a chegada do progresso a área ocupada pelo Museu foi preservada. O Trem Metropolitano – Trensurb projetou suas linhas sobre a área ocupada pelo prédio, com a intenção de protegê-lo.
Nas dependências do museu do trem encontram-se vários objetos, utensílios e vestimentas típicas da época. A área externa do Museu do Trem é bastante ampla, com bancos, árvores e também com os vagões de carga, de passageiros, Maria Fumaça...
Além do Museu do Trem ser muito visitado por estudantes para fins de pesquisa, também é procurado por pessoas que querem relaxar, tomar chimarrão, caminhar, estudar embaixo das árvores, até mesmo algumas escolas que se localizam ali perto levam os alunos para fazer piqueniques e/ou realizar atividades recreativas... Portanto, o Museu do Trem não é somente um local de estudo, mas de convivência e integração entre os cidadãos.
O Museu do Trem, não só faz parte da história dos leopoldenses, mas contribui para a melhor qualidade de vida deste povo, sendo sede de projetos culturais, lazer e principalmente mantendo viva a memória das estações e linhas férreas.

A casa de Cultura de Esteio

Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya visitada por Bruna Borges e Ana Paula Gandini

Tivemos um grande interesse de conhecer melhor, um espaço que temos em nossa cidade e que é de muita importância cultural.
A casa de cultura de Esteio foi criada em 1992 e possui amplo espaço para realizações de oficinas, aulas de dança, música, exposições e espetáculos. Em suas dependências também encontramos a Biblioteca Pública Municipal e o Cinema. A partir de 1993 foi criada também, a Secretaria de Cultura, que até hoje é responsável pela realização de eventos culturais no município.
A cidade pode ser um espaço de aprendizagem e de cultura.

O mercado público de Porto Alegre


Adriana D. Becker e Glaucia da Rosa

O local que escolhemos para realizar o nosso projeto de aprendizagem, foi o Mercado Público de Porto Alegre, localizado no centro da cidade. É um ponto turístico da cidade de Porto Alegre, não só por sua bela arquitetura, mas também pelo seu valor histórico que acompanha seus longos 140 anos. Foi inaugurado em 1869 em pleno período imperial. O prédio é em estilo eclético com forte influencia Neoclássica. No século XX com a construção da prefeitura ao seu lado, foi se constituindo entorno do Mercado, a administração da cidade. É o tradicional centro de comércio da capital gaucha. Existem aproximadamente 109 bancas com mais de 100 mil itens a venda. Nelas encontramos especiarias, erva- mate, utensílios gaúchos, artigos para cultos religiosos, bacalhau, outras variedades de peixes e carnes. Além disso, possui lancherias e restaurantes e também música ao vivo. Desde 1999, conta com um memorial do Mercado que se dedica as memórias visuais, literárias e orais da história do prédio.
O Mercado Público é um espaço que pode ser bem aproveitado na área da educação, pois existem muitas coisas para trabalhar e desenvolver com enfoque multidisciplinar, possibilitando o reconhecimento do ambiente, a diversidade de etnias e suas produções e a evolução histórica e cultural, da cidade e seu entorno.

As árvores da Iris

Canela-RS não é somente a cidade das hortências, da cachoeiras, do chocolate e do Festival de Bonecos. Vejam a maratona da Iris, fotografando as árvores no outono.















A cidade de Porto Alegre vista de uma onibus especial











Um novo espaço de Aprendizagem: Ônibus de Turismo de Porto Alegre
Por: Luciane Oliveira e Kelly de Lima

Quando pensamos em escolher um lugar, onde fosse possível trabalhar diversos saberes e que realmente a aprendizagem estivesse presente, surgiu a possibilidade de experimentarmos espaços diferentes dos utilizados na nossa época de estudantes. E para que realmente aprovássemos esta escolha, a experiência era um ponto de partida e resolvemos fazer o passeio.
A colega Luciane já havia feito, mas eu particularmente virei criança. E nós duas observamos nossas reações e dos demais integrantes do ônibus e percebemos de como é rico este espaço de aprendizagem.
Para fazer o passeio, são agendados e previamente reservados lugares para turmas ou grupos de 10 pessoas. Qualquer escola pode utilizar deste instrumento para complementar os conteúdos de sala de aula e estes têm preferência para reservas durante a semana.

Em funcionamento desde janeiro de 2003, a Linha Turismo, para conhecer Porto Alegre, já encantou mais de 240 mil pessoas. Esse passeio vem permitindo conhecer as belezas e atrativos da capital gaúcha ou redescobrir os detalhes e histórias das ruas e recantos por onde os porto-alegrenses transitam todos os dias.
O ônibus possui o segundo andar aberto, é equipado com sistema de áudio em três idiomas (Português, Inglês e Espanhol), câmeras de segurança e janelas panorâmicas.
A linha começou a circular durante o 3º Fórum Social Mundial e desde então tem apresentado índices de ocupação mais do que satisfatórios. Em janeiro de 2006, o ônibus transportou, em média, 400 passageiros por dia, o que representa lotação máxima (83 lugares sentados) nos cinco horários diários.
A linha faz sucesso entre os turistas, que são o maior público nos dias úteis e durante a realização de eventos, mas seu maior feito foi transformar o porto-alegrense em turista em sua própria cidade.
Nos finais de semana, a maioria dos passageiros é de moradores em busca de novas paisagens.
O ônibus passa por diversos pontos culturais e relata a historia de Porto Alegre nesses trajetos. Buscamos através deste novo espaço de aprendizagem uma forma atrativa de nossos alunos conhecerem a historia da própria cidade. Salientamos a importância de mostrar o quanto as ruas e monumentos históricos podem tornar-se espaços ricos de aprendizagem.

O Percurso
Durante o percurso, ouve-se uma gravação com informações sobre as atrações. Além disso, em todas as viagens um guia turístico está presente para falar diretamente com os passageiros.
Marco, um dos três guias da linha, conta que seleciona as informações de acordo o público. Se a maioria é de Porto Alegre, por exemplo, Marco se dispensa de dar aviso como “à direita está o Parque da Redenção” e fornece dados “mais interessantes para quem já conhece a cidade”, como curiosidades sobre a história e a cultura porto-alegrense.
O passageiro é informado, por exemplo, que a Ponte dos Açorianos já foi a ligação entre as zonas Norte e Sul da cidade e que jazigos de figuras importantes da história rio-grandense estão no cemitério da Santa Casa.
O usuário fica sabendo também que na Usina do Gasômetro funcionou uma antiga termoelétrica, inaugurada em 1928, ou que os bancos que foram do Auditório Araújo Vianna, na época em que ele ainda era a céu aberto, estão hoje na Praça Júlio de Castilhos.
Ao passar pelo Instituto de Educação, a lembrança de que ali estudou Elis Regina. O guia também comenta a história do Arroio Dilúvio, sua mudança de trajeto e seus problemas atuais. Ao lado do Parcão, os passageiros são informados de que ali foi construído o primeiro estádio do Grêmio.
Em seguida, descobre-se que o DMAE e seus jardins foram inspirados no Palácio de Versalhes.
O trajeto dá preferência a áreas verdes. Por isso o roteiro se concentra na zona central e na zona sul da cidade, onde há um maior número de parques e praças.
Quando o público é de fora da cidade, os guias fornecem informações gerais e dicas de lugares para visitar, caminhar e fazer compras.
A agenda dos eventos que estão sendo realizados na cidade é interessante tanto para os visitantes quanto para os porto-alegrenses em busca de um programa diferente.
Ao longo de 80 minutos e 28 quilômetros, o ônibus passa por 11 bairros e 17 atrações históricas, naturais e culturais da capital, entre as quais figuram o Complexo Arquitetônico da Ufrgs, o Parque Farroupilha, o Planetário, o Parque Moinhos de Vento (Parcão), a Praça da Matriz, o Mercado Público Central, a Casa de Cultura Mario Quintana, a Usina do Gasômetro, a Igreja Menino Deus e o Parque Marinha do Brasil.
Há novos roteiros em estudo, especialmente para a Zona Sul. A altura do ônibus - quase quatro metros - é um empecilho na criação de novas rotas. Há lugares pelos quais o ônibus não pode passar e em muitos trechos seria necessária a poda de árvores.
Na nossa experiência, num dia de muita cerração não havia muitas pessoas de fora mas foi interessante perceber a visão das mesmas. Tinham um olhar diferente e a todo o momento nos perguntavam sobre a cidade e percebemos a necessidade de interação deles conosco.
Ouvimos alguns relatos de como é linda a nossa cidade e como é conservada historicamente:
“Tinha coisas que eu nem sabia da minha cidade, e olha que eu passo todo dia aqui na frente deste prédio”.(Mariana, 30 anos – prédio Rocco);
“Ah o Por-do-sol é inigualável em qualquer lugar do mundo, vocês precisam ver, é lindo”. (Jonas, 61 anos);

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As crianças e a cidade

No ano de 2008, Márcia e sua turma de Educação Infantil, realizaram um projeto sobre a cidade. As crianças descobriram, por exemplo, que uma cidade tem um prefeito e que podemos conversar com ele. Diante de tal possibilidade, as crianças com a ajuda da professora, eleboraram uma carta para o prefeito, dizendo oque gostam e o que não gostam na sua cidade.

A cidade que queremos
(Cidade das crianças)

Toda cidade é formada de espaços onde as pessoas podem caminhar andar de carro, correr e atravessar a rua.

Uma cidade possui ruas, prédios, lojas, mercados, escolas, pessoas e praças.
Existe uma pessoa que cuida de tudo isso, que é o prefeito, o qual, gostaríamos de conhecer e falar tantas coisas que poderia ter em uma cidade para todos sermos mais felizes.
Uma cidade para ser de todos, tem que ter muitas lixeiras e as pessoas cuidando para não colocar o lixo na rua, nem no rio, assim os peixes não morreriam mais.

As crianças também tinham que ter o direito de brincar livre nas ruas e os ladrões não deveriam existir.
Os espaços devem ser mais largos onde as crianças possam caminhar ao lado de seus pais e não ter que sempre ir ao colo, como por exemplo, na ponte velha do Rio dos Sinos. Onde as pessoas caminham o espaço é pequeno e gostaríamos de ir caminhando para olhar o rio.
A cidade que queremos deve ter muitas calçadas, praças, muita grama bem cuidada e muitas flores para enfeitar as ruas.

Na cidade deve ter emprego e escola para todos.
Deve ter lojas e shopping e todos têm que ter condições de comprar, por isso os preços devem ser mais baixos.
Nós somos crianças, mas também fazemos parte dessa cidade e queremos ajudar a construí-la, pois as crianças também têm idéias e sabem o que é melhor para todos.

"Se reconhecermos à criança a competência, se para ela desejarmos a autonomia de que ela precisa, e se nos convencermos de que a criança pode ser uma grande aliada para a mudança real e radical da cidade na perspectiva de uma nova cultura da infância a pergunta será: como a criança pode ajudar os adultos? Esse é o sentido do projeto “A cidade das crianças”, esse é o cerne da nossa filosofia de governo da cidade: assumir a criança como parâmetro para garantia de todos os cidadãos, a partir dos mais fracos, na certeza de que, se uma cidade for adequada às crianças, será uma boa cidade para todos". (Tonucci, 2005, p.209).

Somos alunos da Escola de Educação Infantil Bem Me Quer, da turma infantil III-B.

Amamos nossa cidade e queremos ajudar a cuidá-la pensando em todos.

OBS: Carta das crianças ao prefeito de São Leopoldo (Entregue ao prefeito, pelo grupo de crianças da Escola Bem-me-quer, em 2008)

MARCIA DE MENEZES BENVEGNU

domingo, 29 de agosto de 2010

APRENDIZAGEM EM MUSEUS: MUSEU DO TRABALHO, MUSEU DO BRINQUEDO E MUSEU DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA







Adriana Sulzbach; Leila; Mônica Takagi ; Priscila Silveira; Sandra Souza; Shana Conzatti

Conforme Kramer (1998, p.210) “no museu, o mais importante não é o que vemos, mas que possamos construir um modo de olhar com que a razão e sensibilidade aliadas teçam uma maneira crítica e sensível de ver as coisas e de compreender suas histórias”. A autora afirma (1998, p.211) “o museu não é lugar de ensinar a cultura, mas, sim, lugar de cultura”.
Nos interessamos em saber como acontece a aprendizagem em museus, por serem ambientes freqüentados pelas escolas.
Tínhamos como propósito observar, em diferentes museus, como as crianças aprendem e quais as possibilidades de descobertas nesses ambientes. Identificar qual o público que freqüenta esses museus e qual a importância de trabalhar comesses espaços culturais.


Visitamos três tipos diferentes de museus, localizados em Porto Alegre:
O MUSEU DO TRABALHO, O MUSEU DO BRINQUEDO E O MUSEU DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA PUCRS
Perguntamos para crianças de todas as idades, que lá encontramos e também para algumas crianças que já os visitaram há algum tempo, o que lembravam desses museus.

MUSEU DO TRABALHO
O museu propõe relatar a história do trabalho. Localiza-se no centro de Porto Alegre, com fácil acesso. A entrada é gratuita. O acervo está disposto em quadros e prateleiras, as quais não se pode mexer. Existe o Teatro do Museu, onde ocorrem teatrinhos e apresentações para escola. Há possibilidade das escolas visitarem esse museu e a programação dos teatros encontram-se na internet. Achamos o museu um tanto escuro. Não conseguimos recolher impressões e falas de crianças, pois no dia que o visitamos, apesar de ser num final de semana e o tempo estar agradável, não havia ninguém visitando o museu. Talvez pela pouca divulgação do mesmo. Entendemos que o museu é bastante interessante e que se o conteúdo for estimulado pela professora, as crianças podem gostar e aprender muito nas visitas.
O Museu do Trabalho é um excelente ambiente de aprendizagem, onde as crianças podem ter contato com as memórias do cotidiano de nossos pais, avós e bisavós, retomando suas histórias, a tradição e a cultura.

MUSEU DO BRINQUEDO
Está localizado no centro de Porto Alegre, dentro da Casa de Cultura Mario Quintana. A entrada é franca. O espaço é pequeno então não se podem levar muitas crianças por vez. Durante à tarde estão disponíveis brinquedos antigos e jogos para que as crianças brinquem com o auxílio de um responsável pelo museu. Os brinquedos estão expostos em caixas de vidro, onde são classificados pela data.
O museu propõe mostrar os brinquedos que eram utilizados pelas crianças de três gerações.
MUSEU DE TECNOLOGIA DA PUC
Localiza-se na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. O objetivo é despertar o espírito científico, a curiosidade e o gosto pelas ciências. Não se trata de uma coletânea de objetos do passado. São centenas de experimentos interativos para explorar, observar, tocar, ouvir, comparar e criar, verificando como as coisas acontecem ou como os seres se comportam. É uma forma atraente e lúdica de aprender.
Desta forma, o museu se propõe a ensinar os conteúdos vistos na escola e outros, de uma maneira divertida, e que estimula a criatividade das crianças e adultos, passando a idéia de aprender brincando.
O público que freqüenta o museu é misto; são encontradas todas as idades, mesmo na ala infantil. Podem ser agendadas visitações para escolas. É cobrado ingresso. Crianças até 12 anos, idosos acima de 60 anos e turmas de escolas, ganham desconto.
As crianças que entrevistamos mostraram-se encantadas com o museu. Algumas pareciam tão deslumbradas que não sabiam para onde ir e relataram que gostaram de várias coisas. O museu tem tantas opções que não sabiam dizer o que mais tinham gostado. Mesmo os adultos pareciam que estavam num parque de diversões.
O que pudemos perceber que o Museu de Tecnologia é um local com infinitas possibilidades, mas se não for organizado com as crianças o que elas tem que observar, elas ficam andando e mexendo nos objetos sem saber muito bem o que e porquê.

Podemos perceber a partir de nossas visitas, que os museus são ambientes de ricas aprendizagens, pois de modo geral trazem aspectos da cultura, da história e de conhecimentos que as crianças estão vivenciando no seu cotidiano ou de memórias relatadas por gerações anteriores. Trabalhar com museus pode ser uma estratégia para aproximar as gerações da mesma família. Pode ser uma forma de conhecer a história dos antepassados, estados e cidades.
Uma dificuldade encontrada em alguns museus é que o acervo está disposto de forma que não pode ser tocado, e as crianças muitas vezes acabam achando um pouco cansativo, mas se forem questionadas e orientadas podem aprender e se divertir bastante.

¢ KRAMER, Sonia; LEITE, Maria Isabel Ferraz Pereira. Infância e produção cultural. Campinas: Papirus, 1998.