
segunda-feira, 1 de junho de 2009
BRINCAR DE GRAÇA
Muitas vezes, as periferias são ricas em áreas residuais abandonadas que sobrevivem às diversas ondas de urbanização. (55)
A sujeira e a insegurança tornam essas áreas inóspitas e geralmente desertas. (55)
Hoje em dia as crianças para terem oportunidade da prática de esportes, precisam se matricular em escolas ou clubes, pagando para terem espaço seguro e poder brincar, apesar destes espaços institucionalizados primarem pelo estudo de técnicas e normas, o que na verdade a criança precisa é o brincar livre, como nossa geração fez.
A urbanização acabou por eliminar espaços mais amplos, com construções de todo o tipo, o ser humano ocupou o ambiente de forma desenfreada, esquecendo-se de nossas crianças, que são levadas pelos pais para a escola, para o clube, a escolinha, para praticar atividades sempre muito dirigidas, podando a criatividade e a socialização.
Na periferia, encontramos lugares livres, mas pouco seguros, devido ao uso desses espaços por pessoas que não o cuidam e o degradam. Seria necessário organizar estes espaços com cuidados pela própria sociedade, como escolas, associações e até mesmo pelas pessoas, de forma cooperativa, reservando um local seguro e espaçoso para nossas crianças brincarem.
A sujeira e a insegurança tornam essas áreas inóspitas e geralmente desertas. (55)
Hoje em dia as crianças para terem oportunidade da prática de esportes, precisam se matricular em escolas ou clubes, pagando para terem espaço seguro e poder brincar, apesar destes espaços institucionalizados primarem pelo estudo de técnicas e normas, o que na verdade a criança precisa é o brincar livre, como nossa geração fez.
A urbanização acabou por eliminar espaços mais amplos, com construções de todo o tipo, o ser humano ocupou o ambiente de forma desenfreada, esquecendo-se de nossas crianças, que são levadas pelos pais para a escola, para o clube, a escolinha, para praticar atividades sempre muito dirigidas, podando a criatividade e a socialização.
Na periferia, encontramos lugares livres, mas pouco seguros, devido ao uso desses espaços por pessoas que não o cuidam e o degradam. Seria necessário organizar estes espaços com cuidados pela própria sociedade, como escolas, associações e até mesmo pelas pessoas, de forma cooperativa, reservando um local seguro e espaçoso para nossas crianças brincarem.
NÃO TEMOS ESPAÇO
As crianças são práticas. Para elas, brincar é uma necessidade primária, reconhecida pelos estudiosos do desenvolvimento infantil, e também um direito. Para brincar, elas precisam de espaço. Seja dado a elas o espaço do qual necessitam. (50)
[...] nos países ocidentais o número de automóveis em relação à população pode ser estimado em torno de 50 automóveis para cada 100 habitantes e que a metade desses carros fica parado. (50)
Uma intervenção administrativa urgente e obrigatória é a devolução dos espaços públicos aos cidadãos. Todas as praças deveriam ser desocupadas dos estacionamentos e devolvidos ao passeio, ao descanso, ao jogo. Todas as ruas deveriam garantir uma passagem fácil, cômoda e satisfatória e uma travessia fácil e segura, e o passeio público deveria ser garantido para pedestres nas calçadas, se houver calçadas, ou na própria rua. (51)
É necessário que nós adultos abramos os olhos para a realidade de concreto que construímos, ignorando a infância e suas necessidades básica: espaço, brincadeira, socialização.
Temos mais espaço para estacionar nossos carros do que para as crianças se desenvolverem de forma sadia e prazerosa.
Para tudo, isto precisamos ouvir o que elas querem e precisam. Os adultos correm todos os dias, o dia todo de um lado para outro, trabalhando para adquirir mais, dar conta de seus compromissos, buscando um futuro melhor para si e para os seus. Porém, deixa o mais importante de lado ou em segundo plano: o prazer de estar num local agradável e simples, onde se pode contemplar a criação de Deus, o mundo perfeito que temos. O adulto vive em função do futuro que visualiza, de conforto material, enquanto a criança, que vive o presente anseia pelo prazer de brincar.
[...] nos países ocidentais o número de automóveis em relação à população pode ser estimado em torno de 50 automóveis para cada 100 habitantes e que a metade desses carros fica parado. (50)
Uma intervenção administrativa urgente e obrigatória é a devolução dos espaços públicos aos cidadãos. Todas as praças deveriam ser desocupadas dos estacionamentos e devolvidos ao passeio, ao descanso, ao jogo. Todas as ruas deveriam garantir uma passagem fácil, cômoda e satisfatória e uma travessia fácil e segura, e o passeio público deveria ser garantido para pedestres nas calçadas, se houver calçadas, ou na própria rua. (51)
É necessário que nós adultos abramos os olhos para a realidade de concreto que construímos, ignorando a infância e suas necessidades básica: espaço, brincadeira, socialização.
Temos mais espaço para estacionar nossos carros do que para as crianças se desenvolverem de forma sadia e prazerosa.
Para tudo, isto precisamos ouvir o que elas querem e precisam. Os adultos correm todos os dias, o dia todo de um lado para outro, trabalhando para adquirir mais, dar conta de seus compromissos, buscando um futuro melhor para si e para os seus. Porém, deixa o mais importante de lado ou em segundo plano: o prazer de estar num local agradável e simples, onde se pode contemplar a criação de Deus, o mundo perfeito que temos. O adulto vive em função do futuro que visualiza, de conforto material, enquanto a criança, que vive o presente anseia pelo prazer de brincar.
QUANDO AS CRIANÇAS DIZEM: AGORA CHEGA!
TONUCI, Francesco. Quando as crianças dizem: agora chega! tradução Alba Olmi – Porto Alegre: Artmed, 2005.
As crianças vivem o momento, o seu tempo é incerto e por isso sempre responderá “AGORA”.
O adulto, pelo contrário, organiza o tempo contando com o futuro, mas somente porque ele o garantiu para si. Tem conta em banco, a loja perto de casa, alimentos na geladeira, o seguro, as roupas, a mudança de estação. Para Lee o futuro é garantido. Para os pequenos, para os fracos, para os pobres existe somente o presente e, se eles são privados disso, estão perdidos.(17)
Conceder a palavras à crianças, dar a elas as condições de se expressarem. (17)
Para que as crianças possam expressar e tenham o desejo de fazê-lo. É preciso que os adultos saibam ouvir. (18)
11 anos de trabalho no projeto”a cidade da crianças”cidades italianas, espanholas e argentinas. De 6 a 11 anos.
São, em grande parte, frases ouvidas pessoalmente e discutidas com as crianças.
[...] O jogo, as suas condições, as suas características, sendo esta ocupação mais importante, mais elevada e necessária da infância e, provavelmente, de toda a vida do ser humano. (21)
[...] as crianças que não brincam, ou que não brincam o suficiente e adequadamente, não serão boas mulheres e bons homens adultos, nem bons pais, nem bons professores, nem bons trabalhadores, nem bons administradores. (21)
O problema é que o adulto deve saber aquilo que está escondido nas entrelinhas das frases simples das crianças, retirar delas todas as possíveis conseqüências e os possíveis benefícios. (22)
As crianças vivem o momento, o seu tempo é incerto e por isso sempre responderá “AGORA”.
O adulto, pelo contrário, organiza o tempo contando com o futuro, mas somente porque ele o garantiu para si. Tem conta em banco, a loja perto de casa, alimentos na geladeira, o seguro, as roupas, a mudança de estação. Para Lee o futuro é garantido. Para os pequenos, para os fracos, para os pobres existe somente o presente e, se eles são privados disso, estão perdidos.(17)
Conceder a palavras à crianças, dar a elas as condições de se expressarem. (17)
Para que as crianças possam expressar e tenham o desejo de fazê-lo. É preciso que os adultos saibam ouvir. (18)
11 anos de trabalho no projeto”a cidade da crianças”cidades italianas, espanholas e argentinas. De 6 a 11 anos.
São, em grande parte, frases ouvidas pessoalmente e discutidas com as crianças.
[...] O jogo, as suas condições, as suas características, sendo esta ocupação mais importante, mais elevada e necessária da infância e, provavelmente, de toda a vida do ser humano. (21)
[...] as crianças que não brincam, ou que não brincam o suficiente e adequadamente, não serão boas mulheres e bons homens adultos, nem bons pais, nem bons professores, nem bons trabalhadores, nem bons administradores. (21)
O problema é que o adulto deve saber aquilo que está escondido nas entrelinhas das frases simples das crianças, retirar delas todas as possíveis conseqüências e os possíveis benefícios. (22)
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